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Alexandre Barros
por Minha Moto Nova/Nicoli Mazzarolo

Sobre duas rodas

Alexandre Barros concedeu uma entrevista para a redação do Minha Moto Nova, para contar sobre o lançamento do seu curso de pilotagem e de sua participação na Porsche GT3 Cup Brasil.

Depois de correr mais de um terço das provas na história da motovelocidade e entrar para o livro dos recordes, o Guinness Book, como o primeiro piloto brasileiro a vencer uma prova de MotoGP, e ser o piloto brasileiro de maior sucesso no Campeonato Mundial de Motovelocidade, com sete vitórias nas categorias máximas, Alexandre Barros lança um Curso de Pilotagem para poder transmitir para todos o conhecimento que adquiriu ao longo de sua carreia.

No Brasil, Alexandre, filho de um ciclista, começou a traçar sua carreira aos oito anos de idade sendo campeão nas categorias 125 e 250 cc. Para ele, participar de competições quando pequeno, era uma brincadeira. "Eu acho que tudo tem sua recompensa. Na verdade, eu fazia algo que eu gostava. Em vez de estar brincando de outras coisas, eu estava brincando com a moto. Eu comecei a andar aos três anos. Aos sete comecei a correr. Apesar de minha mãe ter medo, meu pai sempre me apoiou, sempre estava por trás disso apoiando." Seu filho, Lucas Barros, aos 14 anos segue o mesmo caminho trilhado pelo pai, apoiado pelo avô: "Meu filho está igual a mim. Com 14 anos e já está correndo lá fora. Sempre com incentivo meu e do meu pai. Da mesma forma que ele fez comigo e está fazendo com o Lucas".

Em 1986, quando tinha apenas 15 anos, Barros, estreou no Campeonato Mundial competindo com uma moto Autisa na categoria 80 cc. Dois anos depois, passou a disputar na categoria 250 cc. Já em 1990, tornou-se o mais jovem piloto na categoria 500cc.Três anos mais tarde venceu seu primeiro GP, na Espanha, com uma Suzuki. Competiu também com motos Honda, Yamaha e Ducati. Deixou o Mundial no final de 2007. Em 2010, faz sua primeira temporada com automóveis, na Porsche GT3 Cup Brasil. “Na verdade foi um convite do proprietário da categoria. Nós conversamos e depois participei do treino coletivo. Antes, mesmo, da primeira corrida ele fechou parceria com os patrocínios, e a gente fechou o ano inteiro para participar. E fui super bem na estréia. Deu uma audiência. Acabou dando um retorno para a categoria. Mas isso, não foi nada planejado. Aconteceu”.

Depois de anos envolvido com a motovelocidade surge a idéia de montar um Curso de Pilotagem para ensinar os segredos e técnicas dos pilotos do mundial de motovelocidade. Barros diz que o curso foi apenas uma consequência na sua carreira. Uma possibilidade de fazer algo dentro do setor. A iniciativa surgiu depois de observar a necessidade de uma escola que preparasse melhor o piloto, tanto o amador, quanto o profissional.
"Na verdade eu já havia tido umas idéias. Eu conheço pessoas que também estavam fazendo cursos, tanto nos Estados Unidos, como na Europa. E conversando com eles, vendo o que tem no Brasil, observando o que estava faltando, fui criando o curso". Dando prioridade à segurança, Alexandre desenhou um molde. "Os acidentes nas estradas estavam crescendo. As concessionárias nas rodovias, as empresas, estavam preocupados com acidentes de motocicletas. Então, fiz uma avaliação e montei o curso. Em seis meses conseguimos desenhar a idéia, arrumamos uma data no Autódromo Internacional de Interlagos, em São Paulo, e montamos as aulas. O curso é totalmente diferenciado de tudo que tem no mercado".

Hoje, as aulas são ministradas apenas no estado de São Paulo. No entanto, não faltam propostas para a expansão do curso em outros estados.
"Estamos conversando. Não é nada certo ainda. Trata-se apenas de interesse. Precisamos ser lógicos. Tentar viabilizar comercialmente, porque a estrutura é muito complexa. Temos 70 pessoas que trabalham diretamente aqui".

O curso é intensivo. Cada aluno leva sua motocicleta e precisam ambos estar equipados adequadamente. Quando a moto chega, a equipe técnica do curso realiza uma auditoria.
"A gente faz calibragem de pneu, vê a utilidade do pneu – se está bem, ou não – confere as pastilhas de freios. Todos os dados. Se a corrente está lubrificada, se está bem apertada, se a moto está em ordem para poder andar. O aluno deve estar equipado com o macacão de couro, capacete fechado, luva de couro e bota”.

A exigência da utilização da própria motocicleta é justamente a oportunidade de conhecimento das reações do próprio veículo.
"É a mesma coisa se eu dirigir um carro, e depois sair e pegar outro. Um carro é diferente do outro, não vai ser a mesma coisa. Então, é por isso que nós pedimos que o aluno venha com a própria motocicleta”.

Com duração de um dia, e preços que variam entre R$ 3,5 mil e R$ 4,5 mil, o curso atende motos acima de 250cc, contando com um público na faixa etária entre 20 a 50 anos.
"Aceitamos menor de idade também, pois para andar na pista não precisa ser habilitado. Inclusive a gente já recebeu meninos de 14 anos, e recebemos um senhor de 70. Temos os dois extremos de idade. Os pilotinhos querem correr. E esse pessoal também vem para aprender a correr. Eles já vem voltados à competição".

Alex Barros explica como funciona sua Riding School.
"O nível Alumínio é o módulo básico para utilitário de motocicleta para o uso do dia-a-dia. A gente não ensina no módulo Alumínio a correr, e sim a como conduzir a motocicleta corretamente. Se o aluno quiser andar rápido, ele passa para o nível Carbono. No nível Alumínio, aceitamos todos os modelos de motocicletas, inclusive Customs e Big Trail. No módulo Carbono, só Nakeds e esportivas. O módulo Alumínio representa um pouco de condução defensiva. Ele prepara você para o segundo nível, que é o nível Carbono, equivalente ao intermediário. É uma condição mais esportiva, e o objetivo dele é criar uma intimidade com a motocicleta. Conhecer as reações da moto e saber antecipar as reações. O aluno conhecendo como funciona a motocicleta, consegue antecipar os movimentos e qualquer obstáculo que se oponha a ele, evitando acidentes. Por isso eu falo que tem a função defensiva, e também se cria uma maior intimidade com a motocicleta. Aprende a andar corretamente, a fazer curva, e a entender os recursos que cada moto oferece. E no módulo Carbono você aprende a andar na pista, a fazer curva. Aprende a andar dentro de uma pista em um lugar seguro. E aprender as técnicas para eles serem mais rápidos, e pilotarem com mais segurança. Depois nós temos o módulo Titânio, que é o último nível, e é voltado para quem quer competir tanto no nível amador, como no profissional. São turmas menores com no máximo cinco alunos por curso”.

Participando ativamente como instrutor Alexandre Barros atua nas aulas teóricas proporcionando aos alunos um maior contato com a experiência de sua carreira.


No fim de cada módulo o participante recebe um certificado e uma camiseta do nível que fez.


A BMW é o patrocinador oficial do Alex Barros Riding School. Todos os instrutores andam com motos BMW, modelo S 1000 RR. Alexandre conta que essa é uma moto que está chegando nas lojas no final deste mês. Ela foi considerada a melhor moto esportiva da categoria 1000.
"Eu posso afirmar que é mesmo! Inclusive a gente vai fazer uma promoção em breve para bater o Record da pista com uma moto de rua. Vamos bater o Record oficial de competição com a moto completamente original".

Agora, ficamos no aguardo de mais novidades em breve.


www.alexbarros.com.br




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